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segunda-feira, 17 de março de 2008
Alternative Comics
Ultimamente temos achado que o mundo, artisticamente falando, está meio perdido em essência. Mas é apenas uma impressão ou é simplesmente aquele sentimento saudosista que bloqueia nossa percepção para coisas novas.
A boa notícia é que sim!, existe arte de sobra por aí. O que falta é divulgação e conseqüentemente falta de interesse e vice-versa.
Por isso mesmo que eu fico horas na internet em busca de sites sobre arte, de todos os tipos, que valem a pena. Depois de muita paciência acaba-se achando um ótimo site atualizado ou com arquivos muito bons e nesse site sempre tem indicações de outros sites tão bons quanto. É assim que uma “biblioteca virtual” funciona.
Como resultado de muitas pesquisas artísticas pelo mundo virtual, decidi colocar tudo que coletei aqui. São pessoas que nunca ouvimos falar mas que estão ali, produzindo algo fantástico.
Hoje vou falar sobre um cartunista que criou o Grickle and Further (equipe que elabora um tipo de curta feita de cartum), o Graham Anabell. Ele tem feito pequenas e engraçadíssimas animações com seus desenhos.
Ele procura usar sons retirados de trechos de filmes e trechos de música para compor a trilha sonora de alguns vídeos.
Como está no seu site, "Graham was a nominee for the "Best New Talent" Harvey Award in 2002. In 2004 he was voted as "Best Unknown Local Cartoonist" by the San Francisco Weekly. His work can also be found in Papercutter #3 published by Tugboat Press.".
Confira mais vídeos e divirta-se!
Pouco tem-se informações sobre ele e seu trabalho mas espero que gostem do seu trabalho e da minha iniciativa de publicar isso aqui.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
O clichê 'Degas e suas bailarinas'.
Ficou na minha cabeça tudo aquilo que ouvi de manhã na aula de História da Dança. Lá pelo século XV os nobres estudiosos começaram a indagar: Como foram as primeiras sistematizações da dança? Como o corpo se movimenta?
Então lembrei-me de Degas, conhecido pelas suas bailarinas perfeitas.
Diferente de outros impressionistas da época, a paisagem jamais o seduziu. A busca de representar o movimento o alimentava. E não era só o movimento: a luz, o enquadramento e principalmente o chão.
"O solo é um dos fatores essenciais da visão das coisas. De sua natureza depende em grande parte a luz refletida. A partir do momento em que o pintor considera a cor não mais como qualidade local que age por si própria e em contraste com as cores vizinhas, mas como efeito local de todas as emissões e reflexos que ocorrem no espaço, e que se permutam entre todos os corpos que este contém; a partir do momento em que se esforça em perceber essa sutil repercussão, em utilizá-la para dar à sua obra certa unidade totalmente diferente da unidade da composição, sua concepção da forma se altera. No limite, ele chega ao impressionismo."
Falar em bailarinas de Degas é falar em cavalos de Degas. Sua paixão! Conhecia tudo em um cavalo, cada musculatura.
"Onde encontrar algo puro na realidade moderna? Ora, o realismo e o estilo, a elegância viam-se combinados no ser luxuosamente puro do animal de raça."
Fora as pinturas, Degas trabalhava com fotografia para estudo e com esculturas em bronze. Mais um meio de mostrar que sabia representar o movimento.
Realmente, a genialidade de Degas está nessa relação de olho e mente. Como observar e transpor na tela ou na escultura.
"Vê-se de modo completamente diverso um objeto cuja estrutura se conhece. Não se trata de mostrar músculos sob a pele, mas de pensar um pouco no que está embaixo dela."
O mesmo se aplica a dança. Mas isso é conversa pra outro dia.
(Trechos do livro: Degas Dança Desenho de Paul Valéry)
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