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terça-feira, 20 de setembro de 2011

O silêncio.

Há uma certa atmosfera comovente, saudosa e alegre que esse vídeo parece transmitir. Por que será? Talvez ele tenha aquela atmosfera misteriosa que paira sobre todos os geeks  a ponto de twitarem tanto o vídeo, que ele chega a ter sucesso passageiro em programas de TV; talvez pelo ritmo agradável da música, um tanto quanto pobre de notas, e por isso universal, que pode servir pra qualquer propaganda de cartão de crédito ou de maionese light; mas acho que o principal, o que realmente possa cativar neste vídeo, é a simplicidade.

Faz alguns dias que tenho fugido do silêncio ouvindo qualquer tipo de música que minimamente me agradasse. Cheguei a cometer o atentado de deixar a TV ligada.

Este silêncio, porém, devia fazer parte de um momento de reflexão e não de um momento de fuga. Então lembrei-me de poucos dias atrás, quando pensava sobre o silêncio. Quando alguém falece, esse silêncio aparece. Você observa as ruas, as coisas e as pessoas e tudo parece estar estranhamente calmo. Descobri que isso não é simplesmente uma conspiração do universo ou mera coincidência;  na verdade, os barulhos estão lá da mesma forma que sempre estiveram, só que a sensação de uma ausência faz com que você repouse e reflita sobre o silêncio. Situação essa em que poucas vezes descobrimos que ele está lá, pairando sobre o barulho – e sentimos isso inconscientemente.

Também não é fácil aceitar certas mudanças. E contraditoriamente, aceitá-las é como a quebra de um longo silêncio - o que é bom de vez em quando, quando um ciclo se encerra e é necessário começar outro. Aos poucos talvez seja possível conciliar com os dois lados da moeda: silêncio-e-quebra de silêncio.

Esta simpática banda de dois – do vídeo bonitinho-, Birds of Lindigö, fez minha alma sorrir. Em outro vídeo, a garota também saltita nesses bloquinhos de pedras - esses stompstones - com seu acompanhate ao violão. Dessa vez eles tocam  um gracioso cover da música “Bourgeois Shangri-la” de Miss Li (música que tem sequências de notas muito similares a do vídeo acima). Abaixo, segue um vídeo ao vivo da própria Miss Li para mostrar como ela impediu uma situação de silêncio provocada pelas consequências do próprio corpo humano, a rouquidão. Com dor de garganta e voz rouca, ela não deixou de cantar e gritar lindamente.

domingo, 19 de junho de 2011

A volta do ser

A tempestade

Depois da última postagem no blog, em dezembro do ano passado, meu ser saiu de férias para nunca mais voltar. Enquanto ele percorria os quatro cantos do mundo, me encontrava abandonada. Sem ser, sem alma, fiquei desamparada, fria e superficial. Empurrando a vida com a barriga e me arrastando sobre os pés, os meses foram passando. Mas o ser sair de sua morada não é qualquer acontecimento. É algo que exige muita atenção. E mesmo assim eu mal sabia o que estava acontecendo comigo.

É como uma tempestade. De repente vem um raio, um trovão e você está lavando sua alma. Olhando assustada pra pele molhada, me dei conta de que precisava mesmo de um susto, um vômito, um ah!

 

O SOL

O ser retorna silencioso. Entra pela janela numa manhã de domingo, despretensioso. Invade o corpo, o corpo se estremece. Você está de volta. Mais calmo, mais tranquilo.

Para ilustrar a sensação, aqui vai um pequeno trecho de uma dança butoh. Onde o ser é mais que ser. Ele é estar, ele simplesmente é. E ser por ser, estar por estar, é a pura confirmação da existência e da vida.

 

 

E para completar, a música do Secret Garden. Bem leve…

"Um jardim no qual nós pode buscar refúgio quando tempos são ásperas ou reformar-se a alegria ou contemplação".

 

A leveza do ser, pela primeira vez, se torna totalmente sustentável. Como já disse Drummond, “os ombros suportam o mundo e eles não pesam mais do que o peso de uma criança.”

domingo, 26 de dezembro de 2010

Crônica acrônica de Natal

Passo a tarde do dia 24 preparando pratos monumentais. A salada que foi com manga ano passado, esse ano vai com abacate; o frango com batatas vira frango com pimentão e assim vai. O pavê é o mesmo: só acrescentei uma camadinha em cima. Pra dar uma mudada, né? Ano passado a prima tinha 18 anos e esse ano, 19. Como cresceu! As tias envelhecem, os tios bebem cada vez mais cerveja. As crianças que corriam no quintal hoje jogam videogame. E incrível!, tudo é muito igual.

Minha vida, em um ano, mudou muita coisa. Mas o natal é totalmente acrônico. Apesar das mudanças, ele é imutável.

A tentativa, cansativa e maçante mas que deu certo até agora, de manter uma tradição longínqua de famílias específicas que vieram de específicos lugares, nós que por centenas de anos, nascemos católicos por inércia, essa tentativa é pra manter a família unida? É uma tentativa de manter uma tradição?

E tradição necessariamente está ligada a reunir uma família de sangue? Uma reunião da qual várias peças, mas com este detalhe fundamental de que cada peça vem de um quebra-cabeça diferente, se juntam na tentativa de montar um quebra-cabeça único. É essa tradição que queremos manter? E por quê?

Japoneses montam árvores de natal ao estilo europeu. Japonês tem natal? Meriikurisumasu, eles dizem. What?!  Brasileiros, deixemos de lado nossos maravilhosos coqueiros que enfeitam as praias que nos fazem a fama, e vamos pegar nossos pinheiros, nossa frutas vermelhas (esqueçam também a banana e manga, por favor) e vamos vestir nosso negro de branco, casacão e barba; vamos vestir nosso trabalhador de aposentado sorridente e abonado. Vamos passar calor…

Não é crítica, é apenas uma reflexão. A avenida Paulista ferveu ontem. Ferveu de católicos, cristãos, budistas, espiritistas, judeus, ateus, ortodoxos; famílias, grupos de amigos, casais homossexuais, a tia que veio de Campina Grande também tava lá, os modernetes da Augusta também, os cult do teatro e do jazz – pasmem! – também estavam lá. O que nos levou até lá?  Talvez uma ressalva no Jornal da Tarde da Rede Globo (de que seria o último dia de enfeites) tenha suscitado uma esperança última de fazer um último pedido ao Papai Noel. Talvez uma esperança perdida de que o Natal seja aquela época do ano que sabe manter uma tradição. Será?

Na véspera, ajeito as bolas vermelhas da árvore de natal, ligo os pisca-piscas e aguardo os convidados familiares chegarem. Coloco Caetano no toca discos…

De onde nem tempo, nem espaço
Que a força mãe dê coragem
Prá gente te dar carinho
Durante toda a viagem
Que realizas do nada
Através do qual carregas
O nome da tua carne...

O de sempre começa. Mas posso afirmar que apesar de igual, esse ano foi diferente. Por quê? Coloquei amor no que fiz? Deixei de lado questões chatas e mergulhei na comemoração? Estou crescendo, me acostumando?

No dia seguinte caminho pelas ruas do Peruche a procura de uma resposta. As pequenas casas, com seus grandes carros tem suas cadeiras de praia – que queriam estar na praia – fazendo da calçada sua sala. As crianças correm pela rua, os bebês somente de fralda escapam dos braços das mães. O churrasco tá saindo, a cerveja tá gelada e o sertanejo (ao fund, em outro recinto, há sempre um funk) tá tocando. Dou benção à minha vó e ela reza o Pai Nosso antes de partir pra tragédia grega que é o almoço de Natal. Me engasgo nas palavras, não sei rezar. Não nessa língua.

 

Casa da dona Josefina, 25 de dezembro de 2010.

domingo, 10 de outubro de 2010

I just believe in me, Yoko and me.

Cumprindo a parte burocrática e clichê do dia, hoje é o 70º aniversário de John Lennon. Do cabelinho tigela, paletó e ié, ié, ié à barba, cabelão, óculos redondo e give peace a chance, ele não deixou de ser um gênio, um poderoso ativista pela paz e principalmente, um grande artista. Isso é notável. Nosso cérebro já está lavado com essas informações. Tão lavado que a paz, o amor and all that stuff, são, hoje, consideradas, ainda mais por nós, jovens antirevolucionários, como foolish stuff. No, we can’t.

Ele não é Jesus, assim como Jesus não é Jesus (ou Deus, se preferirem). Mas assim como Jesus, como Hendrix, como Luther King, como pessoas normais, ele deixou uma mensagem. Além de ter marcado uma geração inteira (e apesar de tudo, repercurtir hoje, de forma um pouco triste, um sentimento nostálgico negativo, em alguns beatlemaníacos pós modernos), o que  pregava não vinha somente dele. O povo, na verdade, se traduzia em sua figura. (Sem, claro, desmercer outras figuras marcantes como, por exemplo, Bobby Seale, entre muitos outros ativistas e artistas dos quais eu não saberia citar.)

O hairpeace, o make love not war, o power to the people, foi produto de um momento político e histórico acontecendo em um pedaço muito pequeno do mundo (não que o estrago que isso causou fosse de tamanho semelhante). Que forma isso repercuti no hoje e no agora? A meu ver, se repercuti em um asco. Parece-me que nós, jovens, criamos uma aversão ao amor livre, à paz, bla bla bla. It’s bullshit!, podemos dizer.

Se somos jovens da classe média e média-alta do Brasil (e aqui digo por São Paulo, que é onde moro), vivemos uma nostalgia cega de ouvir os grandes cérebros da tropicália, defender uma esquerda política xis,  fumar maconha numa casa chique nos altos do bairro pinheiros, tentando, talvez, copiar um estilo de vida mais ou menos nostálgico e europeu. Ou vamos à rua Augusta à procura de cerveja barata, com nossas calças apertadas, nossos tênis americanos, sejamos punks ou emos, tentando copiar, quem sabe, um estilo de vida boêmio americano ou inglês. Queremos estudar, mas odiamos a instituição escolar, política é chato mas ao mínimo, eu tento me informar. Os mais corajosos se engajam numa causa sem fundo dentro de algum partido. E no fim das contas eu quero trabalhar e reproduzir o modelo de família classe média patriarcal da qual eu vim mas atualmente digo que eu tenho que fazer o que eu gosto.

Se futebol, religião e política não se discutem, a arte é melhor nem existir. Não se pode colocar um assunto como esse à mesa, afinal, não somos jovens com sentimento de mudança, de criatividade, de sonhos, de grandes perspectivas para um futuro melhor. O que é o futuro? Vamos viver o aqui e o agora! Sim, porque somos meros reprodutores de culturas estrangeiras, somos escravos do consumismo, do mercado de trabalho, do diploma, das bolsas da fapesp, das marcas de cerveja. Somos socialmente induzidos a sermos no mínimos simpáticos. “Gente boa aquele cara”, nós dizemos.  Temos que ser, por mais fora do padrão que você acha que é, socialmente aceitáveis. Não somos polêmicos, não fazemos arte, não lutamos por nada plausível.  A discussão é aberta, parece que é tudo lindo, democracia e o diabo a quatro. Afundamos num buraco onde tudo é possível.

Não quero enfatizar que a juventude dos anos 70 foi muito melhor que a nossa. Não quero dizer que vivemos totalmente sem perspectivas. Mas se é tudo liberado, então demos à paz uma chance? Tudo que realmente precisamos é só amor? Tem certeza? Não. Nunca foi, nem entre a juventude que pregava isso. Mas convenhamos que o sentimento da época era mais forte até por motivos óbvios de conjuntura histórica.

Hoje tudo é tão possível que não permitimos nada, a carapuça da ditadura serviu na cabeça dos rebeldes e agora a estamos vestindo. Se você que hoje ouve Imagine (não na versão do Sir Elton John, por favor) e disfarça aquele nó que dá na garganta porque sabe que sentir esse nó é cafona por demais, reflita. Nao é pra você virar neo-hippie, vegetariano ou eco chato. Apenas, quando estiver preso num trânsito, preocupado em pagar suas contas num futuro próximo e entregar aquele trabalho que é cópia do que Nietzsche, Marx e Freud já pensaram por você, reflita. Pense no abstrato, no subjetivo. Faça uma versão eletrônica de Imagine, mas cuidado pra não ficar famoso (porque provavelmente a versão vai ficar um lixo), pense na cultura do desprezo e da luxúria que vivemos hoje (ou que, pelo menos, desejamos muito alcançar) e vamos continuar vivendo.

Não sei que saída tomar. A arte talvez, seja uma saída da qual eu acredito. If you want to be a hero, well just follow me.

Obs.: Este texto foi escrito sob um momento de euforia por parte da escritora.

terça-feira, 23 de março de 2010

Beijarte (e fazer sentido).

 

Chagall

 

 

Klimt

 

 

           

Rodin

 

 

                      

Doisneau

 

 

 

Bresson

 

 

 

“Beijar-te e fazer sentido,

querer-te e me sentir feito um foguete

que prosseguiu subindo pra Marte,                  

onde te vi sorrindo…”        

sábado, 13 de março de 2010

Solidão, salada e calor.

Este é um típico final de semana mariliense em que acordo depois das 10, meio zumbi, tranquila e alegre. Minha companheira de apê viajou no dia anterior para a casa dos pais e assim me encontro, sozinha.

Lá fora, o sol ardia. Devia estar fazendo 33°. Aqui dentro, creio eu, o calor estava mais insuportável ainda. Então a fome bateu. Passava do meio dia. Abri a geladeira: ah, não! Esqueci de fazer arroz. Tinha um teco insgnificante de queijo, um filézinho feio de frango, algumas folhas de alface. Hm, espera aí! Dá pra fazer algo muito bom…

Assim surgiu (bom, já deve existir mas deixa eu brincar, vai…) a salada mais gostosa que eu já fiz.

Salada pseudo picante com frango

Ingredientes
  • Folhas de alface (de preferência a crespa ou a mimosa)
  • Queijo em cubinhos (queijo mussarela ou branco)
  • Peito de frango grelhado e desfiado
  • Pimenta calabresa
  • Limão
  • Azeite (um azeite bom, por favor)
  • Pão amanhecido

Corte o pão amanhecido em cubinhos, jogue azeite em cima (dá pra por orégano também) e leve no forno até ficar mais ou menos crocante. (Não me pergunte o tempo exato.) Enquanto isso, após lavar bem as folhas de alface, adicione os cubinhos de queijo, o frango desfiado e uma pequena pitadinha de pimenta calabresa. Retire o pão do forno e adicione na salada. Depois é só temperar com muito azeite, um pouquinho de sal e expremer um pouco de limão. Misture bem e prontinho!

Obs.: Nessa receita, o queio usado foi, na verdade, um queijo que trouxe de Aracaju chamado Requeijão crioulo. É um queijo com aparência bem amarelada e tem um gosto leve semelhante ao do queijo prato.

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Após o saudável almoço, fui até a casa de uma alma resfriada com intuito de preparar um chá. Mas nada deu certo. E ainda mais que chá com esse calor não ia descer bem. No final das contas acabei fazendo um suquinho de limão com gengibre. Ficou uma delícia. Sirva bem gelado!

Assim, nossa saúde agradece e ao mesmo tempo nos saciamos com deliciosos pratos. Já faz um tempo que estou com intuito de tornar minha alimentação mais saudável e agora sinto que consigo colocar finalmente em prática. Já passei no mercado hoje e comprei alguns legumes e frutas para fazer mais experimentações culinárias como a de hoje.

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Minha manhã solitária foi resolvida assim, com uma deliciosa refeição. O calor foi resolvido com um belo banho bem gelado. E tudo se resolve quando uma música boa está tocando. No caso, tocava Juzzie Smith. Meu novo vício musical. Ele é demais! Confiram.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Carnaval para ouvidos agradecidos... ou não.

Ouvidos agradecidos

“Não ao desperdício! Não ao desperdício!” É o que brada uma das faixas do álbum Zona e Progresso de Pedro Luís e a Parede, de 2001. Com um som que mistura samba, batucada e rock, PLAP conquista os ouvidos também com letras inteligentes e poéticas.

Este é o único álbum que ouvi inteiro. Mas no próprio site tem todos os CDs disponíveis pra escutar (infelizmente não dá pra baixar todos). Escutei algumas músicas de outros álbuns e só continuei gostando mais. Eles já gravaram com várias participações especiais como as de Adriana Calcanhoto, Lenine, Ney Matogrosso, entre outros.

http://www.flickr.com/photos/renerotterdam/

Além do mais, eles tem um projeto de percussão muito interessante! É a Oficina Monobloco. Tomando como ponto de partida o samba e seus característicos instrumentos, eles partem para a uma criação ampla de novos sons misturando outros estilos e novos instrumentos e dão oportunidade a novos talentos. No site do projeto é possível ouvir algumas músicas que animam qualquer dia chuvoso quando se está com saudades do carnaval.

Outra produção musical deliciosa de ouvir vem lá de Recife. É a Orquestra Contemporânea de Olinda. Conheci por acaso vasculhando um blog que acompanho -muito bom, por sinal – e logo baixei o CD. Quando ouvi me apaixonei. Com as letras das músicas e o som diferente da orquestra, logo me imagino descendo alguma ladeira de Pernambuco em direção a praia, no horário do pôr do sol e indo pra algum bar com roda de samba, cerveja e bolinho de charque. ;)

Goiana por Fundarpe. http://www.flickr.com/photos/fundarpe/

Aqui em baixo está o clipe da música Ladeira. Bom clipe e boa música!

…ou não.

A banda Parangolé, hoje com um mega sucesso, surgiu em Salvador em 1997. Assim como Plap e Orquestra Contemporânea de Olinda, ela mistura diversos ritmos como samba, axé e pagode.

Carnaval

IMG_0898: 'Monobloco', Fundição Progresso, Rio de Janeiro por cmmorel.   http://www.flickr.com/photos/cmmorel/

No Rio de Janeiro, o Monobloco faz parte do carnaval de rua desde 2001.

Em Recife o Carnaval tem muitas atrações. É por isso que o carnaval lá recebe o nome de Carnaval Multicultural de Recife. Um dos muitos pólos desse carnaval, onde se destaca a Orquestra Contemporânea de Olinda, é o festival RecBeat que recebe diversos artistas de diversas localidades do mundo e que não estão necessariamente relacionados ao som do carnaval. Com certeza, só de ver a programação, esse festival é cheio de novas informações pra quem está de ouvidos abertos para novas experiências musicais. Vale a pena conferir no site do festival mais informações.

RecBeat 2009 - Segundo dia por lumocoletivo. http://www.flickr.com/photos/lumocoletivo/

Mas a sensação do carnaval mesmo, presente em todas as localidades do Brasil e talvez do mundo, foi o hit Rebolation.

(Destaque para o senhor de bermuda amarela.)

Pensando que eu passaria um carnaval longe de sucessos populares, me refugiei em Tiradentes (MG) com mais dois amigos. A cidade é conhecida pelo carnaval tranquilo e tradicional mas achei bem fraco os blocos de rua e suas marchinhas. Foi dada maior atenção ao palco principal, montado no meio da praça do centro da cidade, onde uma banda animada tocava as músicas de maiores sucessos. Com um chifrinho rosa reluzente na cabeça e um copo de frozen vodca na mão, dancei e cantei todos hits do verão.

rebolation trash

Links

MySpace Orquestra Contemporânea de Olinda

Orquestra Contemporânea de Olinda Site Oficial

Batuque Brasileiro

Plap Site Oficial

Projeto Monobloco

MySpace Plap

Rockpolar (aqui está disponível pra baixar o álbum do Plap e muitas outras bandas boas)

Sobre os blocos de rua do carnaval do Rio

Carnaval Multicultural Recife 2010

RecBeat

MySpace RecBeat

Banda Parangolé Site Oficial

http://pt.wikipedia.org/wiki/Parangol%C3%A9 (definição de Rebolation por wikipédia. Hilário!)

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Viagem musical à New Orleans

 

Ontem terminou mais uma edição da maravilhosa do Bourbon Street Fest!

Diretamente de New Orleans foram, ao todo, sete grandes atrações apresentando-se em São Paulo na semana passada.

A sexta edição anual teve duas apresentações gratuitas. Para iniciar a grande viagem musical, o Parque do Ibirapuera cedeu o palco no sábado. Durante a semana, a viagem continuou dentro da casa de show Bourbon Street Music Club e no domingo, para finalizar, as apresentações foram na rua da casa de show lá no bairro moema.

Das seis edições, posso dizer que já fui em três e todas, claro, ÓTIMAS!

Ano passado, fui no Ibirapuera e a banda que mais lembro é a Zullu Connection, uma banda inspirada nas velhas tradições locais.  Descrevendo de modo bem ignorante, música de ubanda e performers com trajes carnavalescos.  Um som contagiante! Parece que o espírito vai baixar a qualquer hora... Hehe!

Esse ano, uma banda muito boa em destaque é a Dumpstaphunk. Muitobomadorei!

Vídeo com uma pequena música do Dumpstaphunk.

Ainda tem outra banda que veio ano passado mas que não vi em apresentações gratuitas, muito boa por sinal, é a Papa Grows Funk.

Trilhasonorapracomerpizzacomosamigosefazersexoê!

Recomendo a todos para apreciarem esse festival que está ganhando cada vez mais prestígio e críticas por aí. Mesmo quem não curte o som, com certeza vai, sem perceber, começar a dançar e viajar com as músicas!

E com música de qualidade, o tempo ajudou. A tarde de ontem, regada por um solzinho compôs a paisagem de gente tranqüila, cada um dançando na hora que dava vontade, cada um curtindo um som, curtindo essa viagem.

domingo, 18 de maio de 2008

Sons da Primavera.

  A cultura oriental nem sempre foi muito explorada em geral. Porém, este ano temos a oportunidade de nos aprofundar no conhecimento da arte japonesa. Não é difícil encontrar eventos culturais relacionados. Em abril, fui até a Caixa Cultural no centro de São Paulo para apreciar um evento musical gratuito que fazia parte do projeto de 100 Anos da Imigração Japonesa no Brasil.
Era o espetáculo Haru no Umi (Mar de Primavera).


  Assim como eu esperava, encontrei instrumentos tradicionais como o shamisen e o koto, e pude conhecer as músicas infantis e folclóricas do japão. Esta apresentação trouxe dois grandes artistas: Camilo Carrara e Tamie Kitahara.

Camilo Carrara                                                                                          
  

Violão de nylon, violão de aço e arranjos.

Formado pelo Departamento de Música da USP, Carrara faz a ponte entre o universo da música erudita e popular.

Lançou em 2004 seu primeiro CD solo, Canção do Sol Nascente, com 24 arranjos de canções tradicionais japonesas para violão.

Coordena a área de cordas dedilhadas e violão clássico do Centro de Estudos Musicais Tom Jobim (Universidade Livre de Música), em São Paulo.


Tamie Kitahara

Koto, Shamisen e Voz.

Estuda koto desde a infância e shamisen há 25 anos, tocando peças do repertório erudito e do folclore japonês.

Estudou shamisen no Brasil e aperfeiçoou-se no Japão, na escola Ikuta Ryu Seiha.

Dedica-se à formação de alunos, principalmente de crianças e jovens.

Teve a honra de apresentar um grupo de crianças tocando koto para o Primeiro Ministro do Japão, Junichiro Koizumi, na ocasião da sua visita ao Brasil em 2004.

É membro da Associação Brasileira de Música Clássica e presidente do Grupo Seiha Brasil de Koto que realiza anualmente apresentação de koto, shamisen e shakuhachi.

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  E sobre os instrumentos, Koto é uma espécie de harpa horizontal com treze cordas que podem ser de seda ou nylon afinadas através de trastes móveis e que permitem a mudança de afinação durante a execução da música.
  O corpo é formado por duas pranchas de Kiri, com aproximadamente 180 centímetros, formando uma caixa de ressonância.
  Aqui tem um vídeo com a própria Tamie explicando brevemente sobre o instrumento.

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  O shamisen é um instrumento com três cordas tocadas com palheta e com um caixa de ressonância que passou a ocupar o lugar do Biwa, antiga balalaica japonesa usada nas músicas narrativas.
  Possui uma sonoridade potente e é muito utilizado nas músicas que acompanham os teatros Bunkaru e Kabuki.

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  Além da parte musical, o palco improvisado no saguão da Caixa Cultural foi ornamentado com alguma ikebanas e a Tamie usou roupas tradicionais.

  Essa apresentação me fez sentir sono. E durante esse dorme-não-dorme, imaginei um espaço aberto com sakuras na primavera e crianças correndo.

  Essas crianças tinham os olhinhos bem fechados assim como os meus na hora das musicas, assim como os da minha mãe, assim como 90% da platéia: idosos japoneses imigrantes.De repente, uma música agitada começou.

  O senhor que estava atrás de mim começou a cantar junto e todos batemos palmas como se estivéssemos num barco fugindo de um Japão em ruínas rumo à um Brasil pronto para novas misturas.

A música dos pescadores.

segunda-feira, 3 de março de 2008

New romantic way.


Laura Marling, uma nova sensação pop-britânica assim como Amy Winehouse e outras que muito ouvi falar e nada ouvi, como Kate Nash e Lily Alen.

laura marling por alex guelff.  http://www.flickr.com/photos/guelff/

 
Com seu primeiro disco lançado, quem sabe daqui algumas semanas ou até dias (com essa rapidez chamada Globalização) ela chegue a aparecer por aí num canal chamado MTV.

Estão dizendo que faz o estilo folk com um toque de pop acústico, o tal do Folk-pop (?).

Digo (?) porque não entendo tantas classificações musicais se o que importa é ouvir e gostar. Mas costumam me dizer que não é só isso...

Com uma voz gostosa de ouvir, a maioria das músicas é só voz e violão mesmo. As vezes aparece um coro masculino e mais alguns instrumentos.

Tudo bem, as letras falam sobre amores e desamores. Mas, clichês a parte, são letras com um toque de humor. Diria até que faz aquele humor sarcástico.

Apesar de toda essa história esquisita, e agora já enchendo o saco, de pop-britânico-female-voices, Laura Marling não deixa de ser fofa.

Recomendada pelo Heitorzinho, essa nova cantora vem como uma novidade boa para o mundo atual da música. Espero que ela continue assim para melhor, mostrando esse novo jeito romântico de fazer um bom folk moderno.

Clip da música New Romantic



Clip da música Nigh Terror

Veja também os clips de Ghosts e My Manic and I e as músicas Candelight e London Town.

Clip da música New Romantic


 Clip da música Nigh Terror

Veja também os clips de Ghosts e My Manic and I e as músicas Candelight e London Town.

domingo, 2 de março de 2008

Dia especial pra quem faz ele ficar especial.


Ouvindo Beatles como se fosse a primeira vez...

 

I've got a feeling, a feeling deep inside
Oh yeah
I've got a feeling, a feeling I can't hide
Oh no
I've got a feeling yeah

Oh please believe me
I'd hate to miss the train
Oh yeah
And if you leave me I won't be late again
Oh no
Yeah I've got a feeling yeah

All these years I've been wandering around
Wondering how come nobody told me
All that I was looking for was somebody
who looked like you.

Everybody had a hard year
Everybody had a good time
Everybody had a wet dream
Everybody saw the sunshine
Oh yeah
Everybody had a good year
Everybody let their hair down
Everybody pulled their socks up
Everybody put their foot down
Oh yeah

(Foto por mim mesma, dos dias em que o sol entra na sala querendo desenhar.)

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